Passadas duas semanas de total desesperança e tristeza, aqui esta ela, em um processo de isolamento de pensamentos desnecessários e causadores de uma dor maior- a qual não quer e pensa não precisar sentir agora.
Porque por mais que seja ruim, viver na ignorância de certas situações e realidades a atrai e à ela parece muito melhor e mais agradável do que se viver a própria realidade. Se você parar para pensar, pode descobrir que poderia se estar muito melhor do que se encontra e pensar o inverso (que também poderia se estar pior), realmente não ajuda em nada. Porque a grama do vizinho sempre parece mais verde...
Quando pensa macro, se sente pequena demais, quando pensa micro, continua se achando pequena demais. Será que somos realmente do tamanho que sentimos ser?- se pergunta.
Sente necessidade de escrever, sente como se não o fizesse as dores jamais passariam, como se disso dependesse sua melhora. Mas até mesmo escrever como se sente às vezes é difícil; não difícil de colocar em palavras os sentimentos, mas difícil de ler o que escreve depois de pronto e constatar que as coisas estão piores do que pensava. O bom é que na maioria das vezes a sua melhora pós-desabafo escrito é visível.
Sabe exatamente o que fazer quando se sente assim, sabe por experiência, sabe por intuição, conhece que deve simplesmente se ignorar até que passe, até que volte à rotina e as indagações sejam esquecidas. Queria mesmo era não precisar fingir, não precisar mentir e omitir pra si própria e para os outros; não precisar fingir sorrisos, não precisar de abraços, não ter que fazer piadas das quais ri para não pensar no que a faz chorar. Queria sim. Queria mesmo.
Mas não dá para estar bem sempre, é natural. Sabe que jamais será completamente feliz, ninguém o é. Pode-se ser feliz por uma determinado período, mas o "Feliz para Sempre" com certeza ainda não existe. E realmente não reclama, o que a atormenta é ter consciência disso.
Lê porque gosta, porque acha necessário. Quer se sentir constantemente incluída em alguma coisa. Não sabe o que irá ser, mas acredita que terá sucesso, um dia.
Coisas boas estão por vir, quem sabe quando?Um dia. Acredita que a Felicidade, ao contrário do que dizia Platão, um dia poderá sim ser alcançada, mas isso, também um dia. Um dia muitas coisas acontecerão e outras deixarão de acontecer. O que deprime ao invés de dar esperança é que tudo se resolverá não hoje, não amanhã, mas sim, em um determinado tempo que desconhece.
Acha que o texto esta muito filosófico e impróprio para a internet, entretanto continua escrevendo.
Quem sabe ela aprende que certas coisas não devem ser expressadas para não se criar certezas e alimentar incertezas? Quem sabe um dia...
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Eu LI! Pode acreditar!
ResponderExcluir^^
uauu!o.O
ResponderExcluirhahahaha