Olá! :)



segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Sim, as Coisas me Comovem


"Eu me sinto às vezes tão frágil, queria me debruçar em alguém, em alguma coisa. Alguma segurança. Invento historinhas para mim mesmo, o tempo todo, me conformo, me dou força. Mas a sensação de estar sozinho não me larga. Algumas paranóias, mas nada de grave. O que incomoda é esta fragilidade, essa aceitação, esse contentar-se com quase nada. Estou todo sensível, as coisas me comovem."



Caio Fernando Abreu

 
 
Obs. Rô Cecim, vi esse texto no seu blog e me encantei, simples assim. Obrigada, Rô, obrigada, Caio Abreu.

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

'Cause every little thing is gonna be all right



E sempre tem aquela, ou aquelas pessoas, pela qual você sempre nutrirá um grande carinho.
Às vezes, você faz coisas e magoa alguém e se magoa. E você fica se odiando. Você não quer ver a pessoa, não sabe bem o porquê, mas não quer. Dói quando se lembra e aí, você finge que nada aconteceu e tenta mudar o rumo dos seus pensamentos.
Depois de um tempo, muito ou pouco, geralmente muito, você se cansa. Na verdade, você se perdoa. Sabe que sempre sentiu falta da pessoa, mas como passava muito tempo tentando fugir de si mesmo essa saudade nunca foi muito clara. De vez em quando você tem ímpetos de ligar pra ela, perguntar como esta...Mas ainda tem medo. De quê? Ora, medo de fazer tudo errado de novo. Ou talvez, você não tenha se perdoado inteiramente. Bom, mas o importante é que devagar você volta a conversar com a pessoa e se diverte e
se descontrai como nos velhos tempos. E fica o carinho, o querer bem e, aos poucos, o estar bem.
E tudo fica mais calmo dentro de nós, finalmente.

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

A Balada de Mulan


1. A convocação


Um suspiro e outro suspiro,
Mulan tece de fronte à porta.
Não se ouve o som da lançadeira,
Não se ouvem os suspiros da filha.
Perguntam o que está no seu coração,
Perguntam o que está no seu pensamento,
“Não há nada em meu coração,
Não há nada em minha mente.
Noite passada eu vi os anúncios para o recrutamento,
O Khan está convocando muitas tropas,
A lista do exército está escrita em doze rolos,
Em todos eles aparece o nome do meu pai.


2. O aprestamento


Meu pai não tem nenhum filho crescido,
Mulan não tem nenhum irmão mais velho.
(Então) eu irei comprar uma sela e um cavalo,
E servirei o exército no lugar de meu pai.”
No mercado leste ela comprou um cavalo de porte,
No mercado oeste ela comprou uma boa sela,
No mercado sul ela comprou um bom freio,
No mercado norte ela comprou um longo chicote.

3. Mulan deixa sua casa e sua família

Ao amanhecer ela deixou seu pai e sua mãe,
Ao anoitecer ela chegou ao acampamento nos bancos do rio Amarelo.
Ela já não ouve mais o chamado de seu pai e sua mãe,

Ela ouve apenas o rumor da corrente do rio Amarelo.
Ao amanhecer ela deixa o rio Amarelo,
Ao anoitecer ela chega à montanha Hei.
Ela já não ouve o chamado de seu pai e sua mãe,
Ela ouve apenas o relinchar dos cavalos nômades do monte Yen.


4. A marcha da guerra


Ela avançou des mil milhas por causa da guerra,
Ela passou voando por desfiladeiros e montanhas
As rajadas do vento norte traziam o rufar do metal,
As luzes frias brilhavam nas armaduras de ferro.
Generais pereceram numa centena de batalhas,
Soldados enrijecidos retornaram após dez anos.


5. Mulan declina das honras militares


Ao retornar ela vê o imperador,
Ele estava sentado numa sala suntuosa.
O imperador concedeu promoções em doze categorias,
E premiou centenas de milhares.
O Khan perguntou o que ela desejava.
“Mulan não tem interesse em postos oficiais.
Eu desejo apenas uma montaria veloz
Que me leve de volta ao lar.”


6. Mulan retorna para sua casa e sua família


Quando o pai e a mãe ouvem que a filha está voltando
Dirigem-se para fora dos muros da casa, apoiando-se um no outro.
Quando a irmã mais velha ouve que a irmã mais nova está voltando
Arruma a maquiagem e coloca-se defronte à porta.
Quando o irmão mais novo ouve que a irmã mais nova está voltando
Afia sua faca e prepara o leitão e o cordeiro.

7. Mulan revela o seu segredo

“Eu abro a porta do quarto leste,
E sento-me na minha cama na sala oeste,
Eu tiro minha armadura de guerra

E visto meus trajes de antigamente.”
Defronte ao espelho ela penteia seus cabelos de nuvem,
Segurando o espelho, ela enfeita-se com flores
Ela abre a porta e se apresenta diante dos seus companheiros
Eles ficam todos surpresos e perplexos.
Pois viajaram juntos por doze anos
E não sabiam que Mulan era uma garota
8. Moral da história

“As patas do coelho pulam mais,
Os olhos da coelha são mais estreitos,
Mas dois coelhos correndo lado a lado junto ao chão, não se pode distinguir
E assim quem poderia dizer se eu era um rapaz ou uma garota?”


A Balada de Mulan é uma canção folclórica chinesa do século V, que as crianças conhecem de cor. Em 1998, a Disney lançou a animação Mulan, tornando a história mundialmente conhecida.
O poema inspira edificantes sentimentos de lealdade, coragem e piedade filial. A heroína Mulan, cujo nome significa orquídea, rouba o protagonismo do herói e desarticula uma idéia de honra exclusivamente militar e masculina. Ao final, ela retorna para casa e para o convívio com os pais, realizando assim o grande ideal chinês de paz.
Extraído do site : www.lendo.org

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

E eu não precisava de mais nada


Uma vez, quando eu era criança, uns seis anos no máximo, um menino que só fazia me irritar na escola aprontou mais uma das suas e a 'tia' colocou- nos de castigo.
Lembro-me que me senti tão traída pela professora, eu tinha certeza de que ela sabia que eu nada havia feito e que a culpa era toda dele. Tentei me explicar, falei, argumentei, fiz tudo que poderia para que ela não me colocasse de castigo. Nada adiantou. Castigo para os dois.
Dando-me por vencida, comecei a chorar. Eu chorava não pelo castigo em sim, mas por não ter tido culpa de nada e ainda ter levado bronca. Sentada em um dos cantos do pátio, cumprindo minha sentença, uma amiga (minha melhor amiga na época) sentou-se ao meu lado. Me olhou fundo nos olhos e pôs- se a chorar.
Eu, intrigada, ainda entre lágrimas, perguntei a ela o porquê de seu pranto. Ela, com seus olhinhos marejados, agora tão parecidos com os meus, me olhou profundamente e disse: "Eu tô chorando porque você tá chorando".
Hoje, mais de doze anos depois, ainda me lembro claramente da expressão dela. Um olhar de quem esta fazendo tudo o que pode para ajudar, um olhar de auxílio, de cumplicidade.
Nunca, em toda a minha vida, me senti tão amparada e reconfortada por alguém. Nunca.


Ah, mas me dá um aperto no coração, uma angústia quando vejo alguém chorando!
Quero chorar junto, entretanto, procuro parecer forte.
Tenho ímpetos de abraçar, acalentar e dizer algo que realmente ajudará a pessoa. Mas eu travo. Simplesmente não consigo me mover.
Penso que talvez a pessoa ali em prantos não queira o meu abraço, ou então que se ache forte demais para ser acalentada ou ainda, que minhas palavras soarão falsas e causem um efeito negativo.
Me dói, me faz sofrer junto. Essas lágrimas de desespero, de tristeza, ainda acabam comigo.
Me cobro, me perturbo e amaldiçoo quem a fez chorar. Tudo isso nos meus pensamentos.
Queria coragem, queria agir sem raciocinar, correr logo ao encontro da pessoa e fazer cessar as lágrimas. Ou, mesmo que continuem, que tragam alívio de alguma maneira.
Portanto, se chorardes quando eu estiver por perto, mesmo que eu não corra até você de braços abertos, saiba que em meu íntimo eu o fiz e que, por dentro, estarei em uma luta épica contra mim mesma. Se chorar e eu estiver ao seu lado, corra até mim e não tenha medo, chore mais e espere que eu te ajude. Eu irei, ainda não sei como, mas irei te ajudar. Mesmo que a única coisa que eu consiga fazer no momento seja chorar chorar com você.

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

Morre-se sim.

E não apenas de frio, fome, dores, tiro e velhice.
De Saudade.
Um pouquinho por dia, dói-se um tantinho por vez.
O coração aperta, a voz falha, os olhos se inundam.
Saudade é uma coisa estranha. Todo mundo sente, todo mundo sabe o que é.
Quando se esta triste, toma-se um remédio. Quando não se tem sono, remédio;
Dores? - remédio. Inventaram remédios até para quem não tem mais vontade de viver. Será que existe remédio pra Saudade?
"Um pílula e acabe de vez com a saudade! Versão em gotas para as crianças!"
Bom, nunca vi um anúncio desse tipo e, na verdade, acho que nunca verei.
Se alguém por aí, um dia descobrir uma fórmula secreta para essa dorzinha chata, por favor, não deixe de me avisar!
Sem demora, peço, rogo, para que ela se vá, e em seu lugar, que fique o afeto,
o amor e a ternura.
Porque de saudade, sim, morre-se também.

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Doce Coragem pra Chegar no Fim



E minha vida tem continuado sem grandes novidades, mas com significativos acontecimentos.
O fim de 2010 já esta aí e, junto com ele, grandes mudanças. Dessa vez não é nenhuma promessa feita enquanto eu pulava ondas na orla de Copacabana, mas sim, fruto de um contigente de escolhas tomadas ao longo do ano.
Escolhas precisam ser feitas, renúncias também. Renuncio algo com objetivo de conseguir outras coisa que, ou será muito melhor e agradável ou, apenas necessária.
Ultimamente tenho me perguntado se certas decisões que tomei ao longo da vida foram válidas e se tiveram um reflexo positivo na minha história. Assimilei que algumas delas foram desnecessárias e, à primeira vista, ruins (são essas que me bloqueiam a tomar novas atitudes). Outras, porém, resultaram em maravilhosas consequências (são essas que me dão força e fé para tentar de novo).
É fato que tomar decisões é algo que não dá para se deixar de fazer. O que varia de uma decisão para outra, acredito que seja a forma  e o porquê ela é tomada.
Se você achar que se trata de algo que valha a pena, por que deixar de tentar? Somos passíveis a erros, entretanto, também somos capazes de buscar soluções. Aí que esta: temos a chance de Começar de Novo!
O resultado: quem sabe? Eu sei das minhas escolhas, vontades e desejos. E só poderei saber se terei Sucesso ou Fracasso dando a cara a tapa.


"E o fim é belo incerto... depende de como você vê.
O novo, o credo, a fé que você deposita em você e só"
TM

terça-feira, 24 de agosto de 2010

CP² Apresenta!

Alunos e Professores do Cursinho Prof° Chico Poço


Postagem apenas para dizer o quão especial foi esse dia!

CP² Apresenta! - Glória Rocha_21/08/2010

Quem foi sabe, quem não foi, infelizmente perdeu!

Quem disse que não ter passado no vestibular ano passado foi tão ruim assim?

Obrigada à Todos!


Foto: Créditos à Felipe Pinheiro (Felps)

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Sempre as Mesmas Perguntas



Já parou para pensar no tamanho do Universo e em toda sua complexidade?
Não? - Você não sabe o que está perdendo.
Sim? - Cuidado, você pode se perder em indagações e teorias.

O Homem tende a acreditar que é o ser mais evoluído, inteligente e importante que habita o planeta (ou até mesmo o Universo). São átomos, moléculas, células, tecidos, órgãos, sistemas, organismo humano.
Nossa, como somos complexos.

Muito se tem pensado e questionado sobre o além-Terra. Vidas em outros planetas, outros planetas. Como tudo surgiu, como tudo irá (sim, porque aparentemente irá) acabar. As teorias são as mais diversas. Poderíamos citar como a mais "fácil" delas o Criacionismo. Mas convenhamos que a mera explicação : "Tudo existe porque Deus assim desejou" não satisfaz (ou pelo menos não deveria satisfazer) nossa necessidade de conhecer. Nossos questionamentos não se limitam (como se fosse pouca coisa) aos "Porquês", mas principalmente ao "Como"- e isso não é tão simples de ser explicado.

Minha intenção com esse post não é lançar nem reafirmar nenhuma teoria.
Escrevo porque tenho necessidade de desenvolver, mesmo que não perfeitamente, uma linha de raciocínio; escrevo porque questiono, escrevo porque penso. Escrevo principalmente porque assim, organizando minhas ideias através de um texto,  fica mais claro de visualizar o quão pequenos somos e o quanto podemos ser insignificantes para o Universo.

E novamente pergunto:

- Já parou para pensar no tamanho do Universo e em toda sua complexidade?

.

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Sobre a Liberdade de Ser


Como uma vela acesa que esta sujeita a ter sua chama aumentada ou diminuída (ou até mesmo apagada), também estamos suscetíveis a reviravoltas, turbilhões de sensações, que poderão aumentar nossa chama de viver, diminuí-la ou fazê-la sumir. O que acontece ao nosso redor nos molda.
Não ter medo de ser o que se é, não ter vergonha da maneira como sua chama brilha. Simples.
O que somos, o que não devemos ter medo de expressar, como nossa chama brilha. Complicado.
Somos emoções, somos respostas, somos reações. O que forma o indívuo nada mais é do que a coletividade. Somos consequência de acontecimentos, de fatos, de situações. Somos amontoado de sentimentos de diversas pessoas. Ora somos amor, ora somos ódio, ora somos tristeza, ora somos liberdade. Às vezes "vive-se" na inércia, às vezes vive-se de extremos, .
Se então, o que nos torna o que somos é um conjunto de percepções alheias, somos um ou o todo, somos tudo ou somos nada?


"(...)Aprendi que se depende sempre, de tanta muita diferente gente.Toda pessoa sempre é a marca das lições diárias de outras tantas pessoas. É tão bonito quando a gente entende que é tanta gente, onde quer que a gente vá, é tão bonito quando a gente sente que não está sozinho, por mais que pense estar (...)" Gonzaguinha

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Uma Breve História de Ontem- Parte I


Eles se conheceram assim, não mais que de repente, sem alarde, sem nada muito especial.
Ela conversava na rua com alguns amigos, ele voltava da escola.
Aparentemente todos o conheciam. O rodearam, fizeram perguntas, reclamaram porque já fazia algum tempo que ele não saia para conversarem. Ela ficou sozinha sentada na calçada enquando ele terminava de responder às indagações dos amigos e descia para sua casa.
"Quem era ele?" Obviamente curiosa ela perguntou.
"Você não o conhece? Ele mora aqui na rua!" Sua amiga respondeu.
Gabriela achou estranho nunca o ter visto, confessou para si mesma que ele tinha lhe chamado a atenção, mas como ela não queria fazer alarde, resolveu continuar o papo com os colegas.
"Nossa, fazia tempo que eu não o via!" Disse Rodrigo.
"Verdade, ele tava meio sumido mesmo."
"Nossa, ele esta bonito né?" Falou Nádia, a mais velha do grupo.
Pouco tempo depois o novo-estranho-antigo-vizinho reapareceu. Se sentou e virou o centro das atenções. Gabriela não queria admitir (principalmente para ela mesma), mas se sentiu (muito) atraída por ele.
Ela percebeu que Rodrigo de vez em quando a olhava e soltava um sorriso. Claro que ela achou que ele era idiota, por isso não deu muita atenção.  Papo vai, papo vem e já era hora de todos irem para casa. Aqueles dias estavam tão propícios a conversas e risadas que combinaram de saír para conversar na noite seguinte novamente.
Na hora de entrar para sua casa, Gabriela foi surpreendida pela risada de Rodrigo, que a olhou e disse:
"Ê, dona Gabriela. Pensa que eu não vi né?Hahaha".
"Viu o quê, menino? Esta louco, é?" E entrou para casa rindo. Gabriela sabia do que ele estava falando.
"Droga!"-Pensou. E agora?

domingo, 11 de julho de 2010

Você Se Lembra?



Foi em um dia de chuva. Eu estava irritada porque parecia que tudo, absolutamente tudo naquele dia havia dado errado. Sai de casa, bati a porta, gritei com o homem que me pedia moedas na rua. Pisei em uma poça, gritei de novo, corri e acabei indo parar em um banco de praça.
Quando me dei conta você estava parado na minha frente. "Assim a senhorita vai acabar se resfriando".
"E quem se importa?"- eu com toda irritabilidade que meus dezoito anos poderiam causar, respondi.
Você sorriu, e como quem fala com uma criança, se abaixou e me perguntou: " Você não se importa?"
Eu só queria ficar sozinha, mas você continuava parado, esperando uma resposta.
"Não, não me importo. Por mim, poderia pegar uma gripe bem forte e morrer!"
Você olhou fundo meus olhos e eu me senti desconfortável. "Pois eu me importo. Já vi tanta gente lutar pela vida que te ver assim, tratando-a com o maior descaso, me entristece".
Naquele momento me senti realmente como uma criança. Senti o peso dos teus olhos. Eram cinzas. Eram cor de tempestade, cor de vento, de chuva. Mas sua voz... Sua voz tinha um som tranquilo, um som de, como posso dizer? Era como um dia preguiçoso, um dia de sol em uma praia tranquila. Sinceramente não sei como eu conseguia pensar em sol no meio daquela chuva.
"Me desculpe. É que hoje meu dia não esta dos melhores."
Você me ofereceu o guarda-chuva. Eu aceitei. Você começou a caminhar e eu fui ao teu lado. Paramos embaixo de um toldo qualquer. Eu tremia. Você tirou o casaco e o colocou sobre meus ombros. Agradeci com um sorriso tímido. Você me olhou. Mais uma vez aqueles olhos sobre mim. Era muito difícil sustentar teu olhar. Abaixei a cabeça. "O que foi?" - Você perguntou.
"Não sei. Você. Não sei explicar". Você sorriu. Me senti estúpida.
O que fazer? Ficamos em silêncio durante um bom espaço de tempo. Parei de tremer. Parou de chover.
"Obrigada" - eu disse devolvendo o casaco.
" Tudo bem". 
Você passou a mão pelo o meu cabelo, se virou e foi embora.
Eu fiquei ali parada, me perguntando o que é que havia acontecido. Quem era aquele estranho com um guarda-chuva, olhos cinzentos intimidadores e voz tranquilizadora? Não sei. Até hoje não descobri.
Nunca mais nos vimos, nunca mais te vi. Mas toda vez que há uma tempestade, eu olho pelo vidro embaçado da janela e me pergunto se eu sair por aí, em agonia, correndo sem rumo sob raios e trovões, se você estará lá novamente, me esperando com um guarda-chuva.
Chego perto da janela, tento enxergar pelo vidro, e por uma fração de segundo posso jurar ver teus olhos- cinzas como a tempestade.

sábado, 3 de julho de 2010

O Segredo



Maria era muito feliz.. Todos os dias Maria levantava antes mesmo de o sol nascer. Lavava o rosto inchado, escovava os dentes e ia fazer café. Preparava a refeição das crianças: pão feito por ela mesma e um café meio ralo. Maria prepavara os filhos, se preparava e saia de casa. Deixava-os na escola e pegava o ônibus para a casa de Dona Beatriz. Lá ficava até a hora do almoço; lavava, passava, cozinhava. Saía correndo, buscava a pequena prole na escola, deixava na casa da vizinha e se dirigia à casa da Dona Selma e do Dr. Olavo. Limpava, lavava, passava, dava banho no cachorro, cortava a grama do jardim. Maria então rumava para a Lanchonete do Zé Tião. Limpava, anotava pedidos, servia mesas, lavava pratos. Passava na casa da vizinha, pegava os filhos, lhes dava banho e os colocava para dormir. Maria então lavava, passava, alimentava o gato, trancava as portas, tomava banho, rezava e ia dormir. No dia seguinte, seu dia se repetia. Maria sabia que era feliz- afinal, o que mais poderia ser? Via às vezes, quando a patroa não estava em casa, um pedacinho do jornal na televisão. Era tanto gente que passava fome, que morria, que matava. Mas ela não. Sua vida era melhor do que de qualquer um deles. Tinha comida e um teto. Do que mais alguem necessita para ser feliz? Maria seguia seus dias com esse pensamento, porque pensar que a vida era injusta, que ela trabalhava o dia todo e mal via os filhos enquanto suas patroas faziam viagens e podiam pagar pelas melhores roupas, comidas e escolas não era possível (não era permitido). Maria assim como oitenta porcento da população não poderia se dar ao luxo de pensar. Porque pensar mata, não de tiro, nem de frio, nem de fome, mas de tristeza. E se Maria quisesse se manter viva e de pé, teria que ignorar sua vida, teria que ignorar a tristeza e a fome de esperança.

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Uma Carta

Olá,

Por meio desta venho aqui expressar a sua colocação e importância na minha existência.

Nossas Almas estão ligadas de alguma maneira ainda inexplicável. Na saúde e na doença, na alegria e na tristeza e que nem a morte nos separe. Surgiu assim, quando pensei que estava sozinho neste mundo, quando achava que só eu sentia e passava por aquilo, no momento em que não me sentia parte de nada.

Você disse: “Não, você não é único e, por Deus! nem eu o sou!”. E nesse momento me perguntei como podia um estranho compartilhar de sentimentos e percepções tão minhas?

Nos sentamos e falamos sobre o tudo e o nada, rimos e choramos. Eu tinha medo de que você me achasse um tanto quanto estranho, você dizia que eu era a pessoa mais incrível que já tinha conhecido. Você me abraçou bem forte e naquele momento soubemos que dali para adiante tudo seria diferente para nós dois.

Você viu minhas piores caras, conhecia de cor minha expressão irônica. Sabia como eu pensava, sentia como eu sentia.

Eu te ligava para falar dos meus amores, dos meus horrores, do tempo, do medo, do passeio do fim de semana, de coisas do cotidiano, de coisas essenciais. Você me chamava para ir tomar sorvete, pra viajar, pra visitar sua avó, para andar por aí sem rumo e falar das pessoas, para pensar na vida.

Um dia combinamos: “Vamos acampar?”. Estava tudo combinado, em dois dias pegaríamos a estrada, escolheríamos um lugar e montaríamos acampamento. Um dia antes de sairmos te liguei e com frustração dei a notícia de que não poderia ir, pois tinha acordado com febre e dores pelo corpo. Você foi compreensivo (como sempre o era) e disse que poderíamos marcar para o próximo fim de semana. Insisti para que você fosse e se aprovasse o lugar, com certeza eu também aprovaria. Ficamos nesse impasse um bom tempo e por fim consegui te convencer a fazer a viagem.

Fui dormir me sentindo um pouco menos culpado, já que pelo menos você não iria perder o passeio por minha causa. Acordei de manhãzinha com o telefone tocando, era o seu número no identificador de chamada. Atendi e tamanha foi minha surpresa quando vi que a pessoa que falava comigo não era você. Havia muito barulho e foi difícil distinguir a voz que me fez perceber que o nosso acampamento combinado para o próximo fim de semana jamais chegaria.

A estrada estava molhada por causa da chuva que caiu à noite, a curva, dizia o policial, era muito perigosa e acidentes ali eram frequentes. Um carro estava vindo na contramão, você tentou desviar e até conseguiu, mas o sucesso desse ato te fez perder o controle do seu carro, que acabou capotando. Os paramédicos chegaram à conclusão de que sua morte foi rápida e com sorte, indolor.

Pessoas tentavam me acalmar e me abraçavam dizendo que tudo iria ficar bem. Mas eu não queria me acalmar, eu não queria ficar bem, eu queria ficar com você. Eu queria estar naquele carro, desejava ardentemente não ter conseguido te convencer a fazer aquela viagem.

Hoje entendo que sua morte não aconteceu por minha culpa, mas constantemente me acuso por não ter ido com você. Naquele dia uma parte de mim também se foi, uma parte que me faz falta, que ainda me faz chorar por saber que não esta aqui.

Me concentro em pensar que não acabou; que nossos caminhos ainda vão se encontrar, pois nossas Almas permanecem ligadas. Não é o fim, é apenas um pequeno intervalo de nostalgia.

Até um dia que rogo para que não demore a chegar, Amigo!

Com amor e saudade,
Aquele que jamais deixou de pensar no nosso reencontro, Eu






sexta-feira, 30 de abril de 2010

Freedom


Acordou com um sentimento diferente. O ambiente estava mudado. Até mesmo os cheiros se encontravam distintos dos de costume. O sentimento que nutria naquele momento a deixava leve, tão suave quanto a folha da árvore que em dias mais frios iniciam um processo de desprendimento e desapego, se soltando da árvore sutilmente (e há quem diga, até com certa elegância), vão dançando e caindo até chegar ao solo. Sentia-se forte, com opiniões e valores inabaláveis, como se apenas por seu simples desejo coisas pudessem acontecer. Queria levantar da cama e caminhar, andar por aí esbarrando em estranhos, acenando para conhecidos. Tinha vontade de gritar para quem quisesse ouvir que tinhas o mundo em suas mãos e que nada a poderia deter. Desejava escrever, viajar, cantar, abraçar, conhecer, explorar, chorar e rir, tudo incrivelmente ao mesmo tempo. Era como se depois de anos na clausura e escuridão, depois de muito tempo vendada, pudesse finalmente enxergar o universo que a cercava. O Universo era algo que a fascinava, com todos seus elementos, sistemas e mistérios. Adorava mistérios; ficar imaginando o que se esconde por trás de cada sorriso, cada olhar, o que faz as pessoas felizes. Gostava mais dos mistérios sem resposta, porque daí não existiria uma resposta errada e ela poderia imaginar o que quisesse. Naquele dia achou que poderia responder a qualquer pergunta. Não conseguia entender o que a fazia se sentir daquele jeito, mas gostava. O sol nascia, o horizonte começava a clarear , as coisas começavam a tomar forma definida. A grama, as árvores, os pássaros, o lago, o vale, o mundo – o pequeno pedaço do todo que possuía. Sorriu, e de olhos bem abertos agradeceu ao universo. As coisas mais lindas poderiam ser vistas a qualquer momento, bastava prestar atenção no que havia em volta. Coisas boas podem acontecer. Emoções positivas a habitavam naquele dia. Sabia que seus desejos se tornariam fatos. Agora com o sol iluminando o campo por completo,tinha certeza de que seus Sonhos poderiam ser sentidos, visto e tocados. O utópico poderia ser real se assim quisesse. O mundo lhe pertencia, o mundo era ela.

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Re-Encontro


Para ela aquele sentimento era indescritível. Ou melhor, era sim. Misturava-se surpresa e ansiedade com alegria e uma pitada de esperança e fulgor. A confusão se fazia presente em sua mente. Vê-lo assim, como se fosse a primeira vez, na verdade era a primeira vez. Era uma situação contraditória, pois sentia como se o conhecesse por toda uma vida, apesar de nunca o ter visto. Não sabia se ele sentia o mesmo, mas os olhos de ambos continuavam a se olhar, e uma força incrível e cativante não os deixava se afastar um do outro. O coração apertava, a alma reconhecia. Meu Deus, por que se sentia assim? Como criança que finalmente ganha o presente de Natal com o qual sempre sonhou. Era outono. Seria esse seu presente adiantado? Tentou se aproximar. Como seria tocá-lo? Sentia uma curiosidade jamais antes sentida. Queria sair correndo e abraçá-lo, mas como poderia fazer isso sem se sentir tola e parecer insana? Ele era um completo estranho. Um estranho que o seu Ser reconheceu, que seus olhos olharam como se fosse familiar, que seus braços queriam agarrar como se fizesse isso há muito tempo. Percebeu então que era apenas um estranho para os costumes vigentes onde vivia, pois para ela, ele parecia tão familiar quanto o seu próprio eu. Ficou ali, naquele instante tão seu, tão deles, se perguntando o que aconteceria a seguir. Tão enfeitiçada estava que por mais que quisesse não conseguia se mover e finalmente perguntar de onde o conhecia. Resolveu então esperá-lo, pois ele também a olhava com certo reconhecimento e confusão. E depois de um minuto que para ela foi como a espera de toda uma vida, ele se aproximou. Estendeu a mão como quem se apresenta com respeito a um desconhecido. Ela, dividida entre a vontade (que mais parecia uma necessidade) de abraçá-lo com todas as suas forças e o receio de que parecesse louca se realmente o fizesse, estendeu sua mão quase trêmula e apertou a dele. Tão logo se uniram já se separaram. Tamanho foi o susto quando ao encostarem suas mãos, um pequeno choque as invadiu, e junto com ele, um misto de calafrios e calor. Será que fora apenas um equívoco? Talvez tivesse sido apenas um aperto de mãos comum. Mas a expressão que seus rostos sustentavam não poderia servir de base para essa afirmação. Não, não fora um simples e cordial comprimento. A taquicardia que se fazia presente em ambos também não era normal. Sorriram. Era o que restava a fazer. Seguindo um impulso ele a chamou para irem a um Café, estava muito frio lá fora. Ela seguiu seus instintos, que dessa vez diziam que deveria aceitar o convite de um estranho. O estabelecimento realmente trazia conforto para ambos, para ambos os corpos, já que suas almas continuavam inquietas. Sentaram-se. Não quiseram nada que o Café pudesse oferecer; naquele momento desejavam apenas a presença um do outro. Ele criou coragem: Rafael. Poliana. -Amor à Primeira Vista.

segunda-feira, 12 de abril de 2010





Passadas duas semanas de total desesperança e tristeza, aqui esta ela, em um processo de isolamento de pensamentos desnecessários e causadores de uma dor maior- a qual não quer e pensa não precisar sentir agora.

Porque por mais que seja ruim, viver na ignorância de certas situações e realidades a atrai e à ela parece muito melhor e mais agradável do que se viver a própria realidade. Se você parar para pensar, pode descobrir que poderia se estar muito melhor do que se encontra e pensar o inverso (que também poderia se estar pior), realmente não ajuda em nada. Porque a grama do vizinho sempre parece mais verde...

Quando pensa macro, se sente pequena demais, quando pensa micro, continua se achando pequena demais. Será que somos realmente do tamanho que sentimos ser?- se pergunta.
Sente necessidade de escrever, sente como se não o fizesse as dores jamais passariam, como se disso dependesse sua melhora. Mas até mesmo escrever como se sente às vezes é difícil; não difícil de colocar em palavras os sentimentos, mas difícil de ler o que escreve depois de pronto e constatar que as coisas estão piores do que pensava. O bom é que  na maioria das vezes a sua melhora pós-desabafo escrito é visível.

Sabe exatamente o que fazer quando se sente assim, sabe por experiência, sabe por intuição, conhece que deve simplesmente se ignorar até que passe, até que volte à rotina e as indagações sejam esquecidas. Queria mesmo era não precisar fingir, não precisar mentir e omitir pra si própria e para os outros; não precisar fingir sorrisos, não precisar de abraços, não ter que fazer piadas das quais ri para não pensar no que a faz chorar. Queria sim. Queria mesmo.

Mas não dá para estar bem sempre, é natural. Sabe que jamais será completamente feliz, ninguém o é. Pode-se ser feliz por uma determinado período, mas o "Feliz para Sempre" com certeza ainda não existe. E realmente não reclama, o que a atormenta é ter consciência disso.

Lê porque gosta, porque acha necessário. Quer se sentir constantemente incluída em alguma coisa. Não sabe o que irá ser, mas acredita que terá sucesso, um dia. 
Coisas boas estão por vir, quem sabe quando?Um dia. Acredita que a Felicidade, ao contrário do que dizia Platão, um dia poderá sim ser alcançada, mas isso, também um dia. Um dia muitas coisas acontecerão e outras deixarão de acontecer. O que deprime ao invés de dar esperança é que tudo se resolverá não hoje, não amanhã, mas sim, em um determinado tempo que desconhece.

Acha que o texto esta muito filosófico e impróprio para a internet, entretanto continua escrevendo.
Quem sabe ela aprende que certas coisas não devem ser expressadas para não se criar certezas e alimentar incertezas? Quem sabe um dia...


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quarta-feira, 31 de março de 2010

Ser Humano (Humano?)




"Humano: Adj. relativo ao homem/ Sensível à piedade, compassivo(...)" - Dicionário Aurélio.


Vive-se atualmente a era do Consumismo, seja ele por roupas, sapatos, aparelhos eletrônicos, carros, produtos de beleza ou até mesmo comida.
Liga-se a TV e o que se assiste?"-Vista isso!", "Coma aquilo!". O espectador, geralmente sem raciocinar sobre a origem dos produtos que ele é levado a obter, os compra e usufrui deles. O que ele não sabe é que para satisfazê-lo vidas foram tiradas, vidas foram torturadas.


Segundo o Departamento de Agricultura dos EUA, 98%(aproximadamente 10 bilhões) dos animas que são mortos por eles são para consumo. Milhares de animais são mortos por ano para confecção de novos casacos de pele, botas, bolsas, e cintos de couro tidos como 'Artigos de moda e luxo'. Milhões de animais são torturados e mortos cada vez que a indústria de cosméticos quer testar 'O mais novo e eficaz produto do ano'.


Deve-se colocar a culpa de todas essas mortes no Sistema?-Não. O Sistema somos nós. A culpa esta em quem conhece e finge ignorância, pois assim é mais cômodo. Como pode-se esperar que as misérias das pessoas sejam findadas se não há mobilização nem ao menos com os animais, tidos como mais fracos? Como esperar grandes mudanças externas sem alterar hábitos e conceitos?
Já dizia Pythagoras: "Enquanto o homem continuar a ser o destruidor dos seres animados dos planos inferiores, não conhecerá a saúde nem a paz. Enquanto os homens massacrarem os animais, eles se matarão uns aos outros. Aquele que semeia a morte e o sofrimento não pode colher a alegria e o amor".


Faz-se extremamente necessário que o conceito de 'Humano' seja sem demora posto em prática pelos próprios Seres Humanos.

domingo, 7 de março de 2010

'You Can Dance, You Can Jive!'


Ah, que saudade dos tempos de dança!Quando tudo o que eu queria era que o fim de semana chegasse para que eu pudesse ir à Academia!Era tão bom chegar lá e sentir, sentir aquela energia diferente, típica de quem é apaixonado pela dança!

Os cumprimentos são feitos pelos professores juntamente com o anúncio do tipo de dança do dia; logo cada um pega seu par e juntos vão ao salão. Costumávamos a ter mais aulas de samba e bolero, o que me agradava, já que eram meus ritmos preferidos. Ah, o samba de gafieira...!Tão agitado, cheio de movimentos inesperados, charme  e jogo de cintura!Rápido ou lento, do jeito que o freguês desejar. E aquele passo que você achava que nunca iria aprender, que parecia tão complicado, de repente você consegue fazer e sem esforço, ele simplesmente sai!Será o treinamento ou a condução? Provavelmente os dois. O Bolero? Há quem diga que esse ritmo foi feito para os amantes, os enamorados, mas ao meu ver não é necessário estar amando para apreciá-lo! Aquela música lenta e elegante, na qual se descobre que por mais desastrada ou desastrado que você seja, ainda sim ele[bolero] te faz parecer ter nascido para dança!

Não importa o que se dança, conquanto que se seja com a Alma!
E para isso não é necessário muito esforço: bastar primeiramente ouvir a música, rapidamente você começara a sentir a melodia e a dança surge em você!Chega-se um desajeitado que tropeça na própria perna, sai-se um pé-de-valsa! Claro que não estou supondo que você irá se tornar um Jaime Arôxa(a não ser que se treine para isso), mas meus amores, quando você se deixa envolver pela música e pelo rítmo e se entrega de corpo e alma, até o dois-pra-lá-dois-pra-cá se torna a melhor coisa do mundo!

Foto: Apresentação da Companhia Jundiaiense de Dança de Salão, em comemoração ao seu segundo aniversário, no Clube Jundiaiense em  22 Novembro de 2008 - Turma do Soltinho(Samba Rock)

sábado, 6 de março de 2010

A Melhor Banda de todos os tempos da última semana!


Incrível como o mercado musical esta tão saturado e ainda sim cada vez mais e mais bandinhas explodem no gosto da garotada!

Esse dias estava eu dentro de um ônibus(ah, como é bom ser pobre!Pegar aquele busão lotado, com a galera com um cheirinho de cinco dias de ausência de banho, às 07 da manhã!) quando ouço uma menina, provavelmente no auge dos seus quinze anos conversando com uma  amiga:"Ah, nem me fale!Tokio Hotel é perfeito!". podem me chamar de desinformada, alheia à vida, garota que não sabe nem em que pé o mundo anda, mas HELLO! quando foi que tudo isso aconteceu?Me desculpe se meu cérebro não consegue memorizar o nome das cinquenta revelações musicais que são lançadas pela mídia mensalmente!É um tal de sair cantor de filme e seriado!Atuou, foi publicitado, virou cantor e ficou famoso!Máquemundoéesse?Será que na minha época(e olha que nem faz muito tempo) era assim e eu nem percebia?

Eu ligo o Rádio e ouço o locutor cortando a sequência de músicas para relatar um pouco da vida de certa atriz recém descoberta(ok, já faz um tempinho que ela anda por aí), e aí, talvez por eu sofrer de uma grande problema com lacunas de memória, me perguntei: 'Mas quem é mesmo essa menina??' PUTZ!Como pude me esquecer?É a nossa queridinha Hey, uma Montanha!Oun!Que fofa!Admiro tanto toda a sua bagagem cinematográfica e televisiva, além dos seus cd's e tals!Mas, opa!Um momento por favor!(Intervalo para acessar nosso salvador: o Google!)Ela tem a minha idade minha gente!E pasmem!: uma série no canal com o nome do cara que dizem ter seu corpo congelado e mais uma ajudinha da titia Mídia e voilà! - um dos 100 famosos mais bem pagos do mundo!Esse mundo é mesmo muito bom, não é?Não que eu tenha alguma coisa contra  ela, longe de mim!O que me intriga realmente é como o público-alvo dessas revelações-do-ano sempre estão dispostos a se apaixonar pela enésima vez por um ator diferente a cada mês!Ô coração de mãe, que sempre cabe mais um(e provavelmente dinheiro da mãe para comprar todos os dvd's, poster, canetas, roupas, copos e o diabo à quatro de objetos costumizados com seu artista preferido!)!Talvez eu consiga me habituar, pobre mesmo serão as gerações futuras, que provavelmente no próprio útero de suas genitoras terão  disponível um Mp2047 onde poderão desde cedo se identificar com os mais diversos tipos de cantores lançados por dia!Pobrezinhos...

Mas é isso aí meu caros, por mais clichê que seja, é aquela velha história que todo mundo já esta careca de saber: 'Se tem quem compre, tem quem venda!'(É o seu ato que faz a diferença!--Opa!Isso pode até virar slogan!).
Mas o que estão esperando?-Às compras minha gente, que o mercado não pode parar!